
Cronograma de Obra em Tijolo Ecológico: Mês a Mês 2026
Cronograma real de obra em tijolo ecológico mês a mês: prazo de projeto, produção e cura dos tijolos, fundação, alvenaria, cobertura, acabamento e habite-se.
Veja o prazo de cada fase, da calculadora à entrega da chave
Este cronograma mostra o calendário da obra mês a mês. Se você quer ver quem conduz cada mês desse calendário, da primeira conta de orçamento até a averbação da casa na matrícula, veja o processo completo da Rocket em 6 fases.

Cronograma de Obra em Tijolo Ecológico: Mês a Mês, do Terreno à Chave
A pergunta que chega na fábrica quase toda semana não é quanto custa. É quando fica pronta. E a resposta honesta não cabe num número só, porque a obra não começa no dia em que o pedreiro pisa no terreno. Ela começa meses antes, num cartório, numa prancheta e numa fila de análise de prefeitura, e é justamente nesses meses invisíveis que a maioria dos cronogramas quebra.
Este texto é o calendário, não a técnica. Se você quer entender o que acontece dentro de cada etapa, o que o pedreiro faz, como a parede sobe, como a instalação entra no furo do tijolo, o texto certo é o das 9 etapas técnicas de uma obra com tijolo ecológico. Aqui a pergunta é outra e é de gestão: quanto tempo cada coisa leva, o que pode andar em paralelo, o que trava tudo quando atrasa, quanto dinheiro sai do bolso em cada mês e em que mês do ano você deveria começar.
Os números abaixo são de obra térrea de 60 a 75 metros quadrados na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, que é o perfil mais comum das obras atendidas pela fábrica em Praia Seca. Onde o prazo muda por porte, o texto avisa. Onde o prazo depende de terceiro (prefeitura, banco, chuva), o texto separa com todas as letras, porque cronograma que promete controlar o que não é seu é cronograma que vai furar.
Uma advertência antes de continuar: o cronograma que você vai ler tem folga embutida. Não é pessimismo, é a diferença entre prazo comercial e prazo que se cumpre. Obra de 70 metros quadrados que alguém promete em 60 dias corridos existe, mas ela pressupõe projeto aprovado, tijolo curado no canteiro, equipe treinada, fundação simples e nenhum dia de chuva. Cada uma dessas cinco condições que falhar devolve dias pro calendário.
O cronograma do banco e o cronograma seu são o mesmo documento
Existe uma confusão útil de desfazer logo no começo. Cronograma de obra, no sentido técnico, é o cronograma físico-financeiro: uma tabela que cruza as etapas da construção com as datas de execução e com o desembolso previsto em cada uma. Ele não é um enfeite de apresentação. É o documento que o banco usa pra liberar dinheiro por medição e é o documento que você usa pra saber se está atrasado antes de estar atrasado demais pra corrigir.
Quem financia pela Caixa entrega esse documento no formato que a agência pede, junto do projeto técnico, da ART ou RRT e do orçamento detalhado. A análise entre o protocolo e a liberação da primeira parcela costuma levar de 30 a 90 dias, e essa variação de 60 dias é a maior incerteza isolada do calendário inteiro de quem financia. Quem constrói com capital próprio pula essa espera, e é por isso que a mesma casa, com o mesmo projeto e a mesma equipe, pode ficar pronta em 4 meses ou em 10.
A parte que ninguém conta: o cronograma físico-financeiro não serve só pra receber. Ele serve pra travar preço e escopo. Quando a obra é contratada com valor fechado antes do primeiro tijolo assentado, o cronograma vira o mapa de medição, e o banco libera conforme a etapa concluída sem interferir no valor combinado. Se você entrar em obra sem esse documento, cada pedido de aditivo vai encontrar você sem uma linha de base pra comparar.
Pra montar a versão financeira desse cronograma com números do seu projeto em vez de média de mercado, o caminho curto é a calculadora de orçamento da obra, que devolve a faixa por metragem, e depois o orçamento detalhado por etapa, que é o que vira planilha de medição.
A linha do tempo completa: de 4 a 10 meses do terreno à chave
Somando todas as etapas sequenciais, do primeiro cálculo de orçamento até o habite-se, uma casa térrea de tijolo ecológico na Região dos Lagos fica entre 4 e 10 meses. A faixa é larga porque ela carrega dois blocos de natureza muito diferente: o bloco de papel, que depende de terceiros, e o bloco de canteiro, que depende de você e da sua equipe.
O bloco de papel leva de 30 a 60 dias pra sair da ideia ao projeto pronto com ART ou RRT assinada, mais 30 a 90 dias de análise bancária quando há financiamento, mais o tempo de aprovação na prefeitura, que varia por município. Araruama, Saquarema e Cabo Frio têm tramitação digital, o que encurta. Macaé e Niterói costumam pedir visita técnica presencial, o que alonga.
O bloco de canteiro é mais previsível: de 60 a 90 dias pra uma térrea de 45 a 75 metros quadrados executada por equipe que conhece a peça, e até 180 dias pra um sobrado de 160 metros quadrados. Entre os dois blocos existe um terceiro prazo que quase todo cronograma amador esquece, e ele é o assunto do próximo bloco: o tijolo precisa ser produzido e curado antes de subir parede.
Se você preferir enxergar a mesma linha do tempo pelo lado do atendimento em vez do lado da execução, ela está organizada em 6 fases, da primeira conta de orçamento à entrega da chave, com o custo e o próximo passo de cada fase escritos um por um.
Mês 1: sondagem, projeto e o relógio da prefeitura
O primeiro mês não tem obra nenhuma, e é o mês que mais decide o prazo final. Ele começa pela definição de metragem e orçamento de referência, segue pelo projeto arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico, e termina com o pacote assinado por profissional habilitado, ART ou RRT emitida e memorial descritivo pronto.
Nessa mesma janela entra a sondagem do terreno, que é barata perto do que ela evita. É a sondagem que diz se a fundação vai ser radier, baldrame ou sapata, e é ela que define se o mês 3 vai ser tranquilo ou caro. Terreno plano e arenoso de litoral aceita radier ou sapata corrida. Terreno de baixada com lençol freático alto pede cuidado específico. Terreno em declive na serra pede estaca ou tubulão, e aí a fundação sai de semanas pra mês. A escolha entre os três sistemas está destrinchada no texto sobre radier, baldrame e sapata em obra de tijolo ecológico.
Uma coisa importante sobre a modulação: projeto feito sem considerar a dimensão real da peça gera corte de tijolo, desperdício e retrabalho de paginação. Os formatos padrão são 25 x 12,5 x 7 cm e 30 x 15 x 7 cm, e projeto modulado pra eles é o que faz a economia de material aparecer de verdade. Projeto genérico adaptado depois custa dias de obra que ninguém contabiliza no cronograma.
Erro clássico do mês 1: protocolar na prefeitura e ficar esperando de braços cruzados. O mês 1 e o mês 2 se sobrepõem de propósito. Enquanto o processo tramita, o pedido de tijolo já pode estar rodando, e é isso que separa a obra de 5 meses da obra de 8.

Mês 2: o pedido dos tijolos é o item que decide o cronograma inteiro
Esse é o bloco que separa um cronograma de tijolo ecológico de um cronograma de alvenaria convencional, e é o que quase ninguém coloca na planilha. Bloco cerâmico você compra hoje e recebe amanhã porque ele está estocado em qualquer depósito. Tijolo de solo-cimento com laudo de resistência por lote não funciona assim: ele é produzido, prensado e depois curado antes de poder subir parede.
A cura não é burocracia de fabricante. A norma que rege o produto é a NBR 8491, e o critério dela é resistência à compressão de 2,0 MPa em média aos 7 dias, com nenhum valor individual abaixo de 1,7 MPa, e absorção de água média de no máximo 20 por cento, ensaiada conforme a NBR 8492. Os 7 dias são o piso normativo do ensaio. O ganho de resistência continua depois disso, e por isso a fábrica em Praia Seca só despacha com cura controlada de 28 dias, que é onde o material já estabilizou.
Na prática do calendário isso significa: entre o pedido formal e o tijolo no canteiro, conte de 30 a 45 dias. Não é fila de espera por falta de capacidade, porque a fábrica produz em torno de 475 mil peças por mês e é a maior da Região dos Lagos em capacidade produtiva. É tempo de processo mesmo. Quem entende isso faz o pedido enquanto o projeto tramita e recebe o tijolo pronto pra usar. Quem descobre depois da fundação pronta perde um mês inteiro olhando pra um radier curado esperando material.
Peça sempre o laudo técnico de resistência por lote e a nota fiscal. Não é formalidade: é o documento que sustenta a rastreabilidade da alvenaria e é o que você vai querer ter em mãos se algum dia precisar discutir garantia. Os detalhes de dimensão, resistência e absorção por linha de produto estão em especificações técnicas, e a lógica de compra e entrega está em venda de tijolo ecológico.
Detalhe de logística que atrasa gente todo mês: o frete é cotado caso a caso por distância, e caminhão não descarrega em terreno sem acesso. Se o seu lote tem entrada estreita, barro solto ou desnível na boca, resolva isso no mês 2, não no dia da entrega.
Mês 3: fundação, e o mês em que a chuva cobra a conta
Com projeto aprovado e tijolo encomendado, o canteiro abre. O mês 3 concentra limpeza do terreno, locação da obra, movimentação de terra, fundação e impermeabilização da base. Numa térrea de 70 metros quadrados com radier em terreno plano, isso costuma caber em 3 a 4 semanas, contando a cura do concreto.
É aqui que o clima entra no cronograma como variável dura, não como desculpa. Fundação é a etapa mais exposta da obra inteira: você está mexendo em terra aberta, concretando a céu aberto e dependendo de cura. Uma semana de chuva pesada em cima da fundação não atrasa uma semana, atrasa duas, porque depois da chuva o terreno ainda precisa secar pra voltar a receber máquina e forma.
A impermeabilização da base é inegociável e o cronograma precisa reservar tempo pra ela. Parede de solo-cimento não convive bem com umidade ascendente, e a primeira fiada é onde esse problema nasce. Cortar esse dia pra ganhar tempo é o tipo de economia que reaparece dois anos depois em forma de mancha na parede. O detalhamento está em como impermeabilizar uma casa de tijolo ecológico.
Se o tijolo chegou antes da fundação terminar, ótimo, mas armazene direito: paletizado, sobre estrado, em terreno nivelado e coberto contra chuva direta. Tijolo bem curado não vira pó na chuva, mas pilha mal estivada tomba e quebra, e peça quebrada é dia de obra perdido remontando a paginação.

Mês 4: alvenaria, a etapa em que o sistema devolve o tempo
Esse é o mês em que o tijolo ecológico paga o que prometeu no cronograma. A referência da alvenaria convencional é conhecida: um pedreiro entrega de 4 a 10 metros quadrados de parede por dia, ficando na faixa alta quando o serviço é repetitivo, o que equivale a algo próximo de 1,5 hora por metro quadrado, ou de 300 a 500 peças assentadas por dia.
Com o encaixe macho e fêmea e argamassa polimérica, a mesma equipe trabalha de 1,5 a 2 vezes mais rápido depois da primeira semana. O ganho vem de três lugares e nenhum deles é mágica: o encaixe garante alinhamento sem medição constante, a argamassa polimérica elimina o preparo de massa no canteiro e o assentamento não exige a mesma mão de obra de apoio. Uma equipe que seria de dois pedreiros e dois serventes vira dois pedreiros e um servente, e essa diária a menos por dia útil é onde a economia de mão de obra vira dinheiro. A conta completa de diária, metro quadrado e modelo de contrato está em mão de obra pra tijolo ecológico.
A advertência de cronograma que eu faço questão de repetir: a primeira semana é mais lenta que a alvenaria convencional, não mais rápida. A curva de aprendizado existe e ela é real, principalmente no prumo e na primeira fiada, que é a fiada que define o resto da parede. Quem monta cronograma aplicando a produtividade da terceira semana desde o primeiro dia entrega prazo que não se cumpre e depois culpa o material.
Nesse mesmo mês entram as amarrações, os pontos de graute com ferragem definidos pelo engenheiro e as vergas e contravergas sobre as aberturas. Esse último item é o que mais gera fissura em obra malfeita, e ele tem texto próprio: portas, janelas e vergas em parede de tijolo ecológico.
A cereja do mês 4, e ela é de cronograma puro: elétrica e hidráulica descem pelos furos verticais da própria peça, sem quebrar parede. Some do calendário a semana de rasgo, a semana de remendo e a espera de secagem do remendo. É por isso que o mês 5 de uma obra em tijolo ecológico começa mais cedo do que o mês 5 de uma obra convencional.

Mês 5: cobertura e instalações, as duas frentes que andam juntas
Fechada a alvenaria e a cinta de amarração, a prioridade número um do cronograma inteiro é pôr o telhado. Não é questão estética, é questão de risco: casa sem cobertura é casa exposta, e cada chuva que cai dentro da obra antes do telhado atrasa o contrapiso, o revestimento e a pintura, que são as três etapas que dependem de estrutura seca.
A cobertura de uma térrea de 70 metros quadrados leva de 1 a 2 semanas conforme o sistema escolhido, entre estrutura de madeira com telha cerâmica, estrutura metálica com telha termoacústica ou laje com telhado embutido. Cada escolha tem impacto diferente no calendário e no conforto térmico, e a comparação está em cobertura pra casa de tijolo ecológico.
Enquanto o telhado sobe, as instalações elétricas e hidráulicas são finalizadas e testadas. Esse paralelismo é o que mantém o cronograma honesto: não é o caso de esperar o telhado terminar pra puxar fio. O teste de estanqueidade da hidráulica precisa acontecer antes do contrapiso, porque vazamento descoberto depois do piso assentado é o retrabalho mais caro que existe numa obra pequena.
No fim do mês 5 a casa está no estágio que o mercado chama de contrapiso pronto e casa fechada. É o marco de medição mais usado pelos bancos e é, na prática, o ponto em que a obra deixa de correr risco de clima.
Mês 6: acabamento, o mês em que o orçamento estoura
Se existe uma etapa que desmonta cronograma e orçamento ao mesmo tempo, é o acabamento. E o motivo é comportamental antes de ser técnico: até o mês 5 as decisões são de engenharia e têm uma resposta certa. No mês 6 as decisões são de gosto, e gosto não tem prazo. Cada semana de indecisão sobre porcelanato é uma semana de equipe parada no canteiro.
O que entra aqui: contrapiso, revestimento de banheiro e cozinha, assentamento de piso, esquadrias, louças, metais, forro e pintura. Numa térrea de 70 metros quadrados com acabamento padrão, de 4 a 6 semanas. Com acabamento acima do padrão, indecisão de compra ou material importado, some semanas sem limite superior definido, porque o gargalo deixa de ser a obra e passa a ser a entrega do fornecedor.
Onde o tijolo ecológico encurta esse mês: a parede sai da alvenaria com face regular e nivelada, o que dispensa o chapisco e o reboco grosso da alvenaria convencional. Quem opta pelo aparente pula a etapa de revestimento de parede quase inteira e vai direto pra hidrofugação. Quem opta pelo revestido usa massa fina ou gesso liso em camada bem menor. Os dois caminhos estão comparados em acabamento aparente ou revestido, e a parte de tinta está em pintura de parede de tijolo ecológico.
Dica de cronograma que vale dinheiro: feche a lista de acabamento no mês 3, não no mês 6. Comprar cedo não é sobre preço, é sobre não ter a obra parada esperando caixa de porcelanato que o depósito não tem em estoque.
Mês 7: vistoria, habite-se e averbação
A obra terminada não é a obra entregue. Falta a parte de papel que transforma a construção em patrimônio, e ela tem prazo próprio que varia por prefeitura. O roteiro é vistoria final, correção dos apontamentos, pedido de habite-se, emissão e averbação na matrícula do imóvel no cartório de registro competente.
Esse mês costuma ser subestimado porque não tem barulho de obra. Mas é ele que decide se a casa pode ser financiada, revendida, segurada ou usada como garantia depois. Casa sem habite-se averbado é casa que vale menos no dia da venda, e o desconto que o comprador pede costuma ser maior que o custo de ter feito certo.
Municípios com tramitação digital na Região dos Lagos resolvem mais rápido. Onde há exigência de visita técnica presencial, o prazo depende da agenda do fiscal, o que é exatamente o tipo de variável que você não controla e por isso não deve prometer pra ninguém. Planeje esse mês com folga e trate qualquer emissão mais rápida como bônus.
O cronograma financeiro: quanto sai do bolso em cada mês
A distribuição típica de desembolso de uma obra residencial térrea, em ordem de mês, fica perto disto: projeto e licenciamento de 3 a 6 por cento do total, fundação de 10 a 15 por cento, alvenaria e estrutura de 20 a 25 por cento, cobertura de 10 a 15 por cento, instalações de 10 a 15 por cento e acabamento de 30 a 40 por cento. Sim, o acabamento sozinho costuma pesar mais que a alvenaria e a fundação somadas.
Essa curva explica um comportamento que eu vejo direto: o dono chega no mês 5 achando que já gastou a maior parte porque a casa está de pé e fechada, e descobre no mês 6 que ainda falta o pedaço maior. Quem entra em obra com reserva calculada sobre o custo total, e não sobre o custo da estrutura, atravessa o mês 6 sem parar o canteiro.
Pra referência de mercado de custo por metro quadrado, o CUB do Rio de Janeiro na categoria R8N estava em R$ 2.471,58 por metro quadrado em agosto de 2026, com variação de 0,08 por cento no mês, 3,80 por cento no ano e 3,67 por cento em 12 meses, segundo o Sinduscon-Rio. Vale lembrar o que o CUB é e o que ele não é: ele é custo básico de referência e não inclui fundação, ligações definitivas, taxas, projetos nem terreno. Ele serve pra corrigir contrato e comparar tendência, não pra orçar sua casa.
Pra efeito de comparação prática, casas térreas chave na mão construídas pela Rocket saem em torno de R$ 2.000 a R$ 2.500 por metro quadrado, considerando projeto, alvenaria, instalações, cobertura, contrapiso e acabamento padrão. Numa casa de 60 metros quadrados isso fica entre R$ 120 mil e R$ 150 mil. A conta detalhada por item está em quanto custa construir com tijolo ecológico, e a versão por modelo pronto está em quanto custa cada modelo de casa.

O calendário de chuva da Região dos Lagos decide em que mês começar
Essa é a parte do cronograma que quase nenhum orçamento traz e que muda o prazo real mais do que a escolha de fornecedor. A Região dos Lagos é uma das faixas mais secas do litoral brasileiro, e a distribuição de chuva ao longo do ano é bastante desigual, o que cria uma janela de obra objetivamente melhor.
Médias mensais de chuva em Araruama, em milímetros: dezembro 193, janeiro 176, novembro 175, março 164, fevereiro 122, outubro 101, abril 92, maio 78, setembro 76, julho 49, junho 48 e agosto 46. Ou seja: dezembro chove mais de quatro vezes o que chove em agosto.
A leitura prática disso é direta. As etapas mais sensíveis a clima são movimentação de terra, fundação e cobertura, e elas ocupam os meses 3 e 5 do cronograma. Se você quer as duas caindo na janela seca de junho a setembro, o canteiro precisa abrir por volta de maio, o que significa fechar projeto e pedir tijolo entre março e abril.
A janela ruim é o espelho disso: abrir canteiro em outubro joga a fundação em novembro e a cobertura em dezembro ou janeiro, que são exatamente os três meses mais chuvosos do ano. Não é impossível, é só mais caro em dias perdidos. Se a sua obra precisa começar nesse período, compense no planejamento: lona pra proteção, brita pra acesso, e um telhado especificado com antecedência pra fechar a casa no primeiro intervalo de tempo firme.
Um detalhe que ajuda a decidir: temperatura não é problema aqui. As médias máximas ficam entre 24 e 29 graus o ano inteiro, então não existe mês frio demais pra concretar nem parada sazonal de obra por clima, como acontece no Sul. O único inimigo do calendário local é água, e água tem mês marcado.
Cronograma do sobrado de 160 metros quadrados
Dobrar a área não dobra o prazo, mas também não é proporcional do jeito que as pessoas imaginam. O sobrado de 160 metros quadrados fica em até 180 dias de canteiro, contra 60 a 90 dias da térrea de 45 a 75. O que estica o calendário não é o metro quadrado a mais, são três itens estruturais.
Primeiro, a laje entre pavimentos, que insere uma etapa completa de forma, ferragem, concretagem e cura no meio da alvenaria, e cura de laje não se acelera. Segundo, a escada, que é o item que mais gera interferência de projeto entre elétrica, hidráulica e estrutura. Terceiro, a logística vertical: todo material sobe, e subir material consome hora de servente que na térrea não existe.
Do lado bom, o sobrado concentra a área construída no mesmo footprint, o que encurta fundação e cobertura por metro quadrado construído. Na prática, o sobrado costuma sair com prazo por metro quadrado melhor que a térrea, mesmo com prazo total maior. Os requisitos estruturais específicos estão em sobrado de tijolo ecológico.
Autoconstrução muda o cronograma mais do que muda o preço
Quem levanta a própria casa nos fins de semana precisa de outro cronograma, não de uma versão esticada do mesmo. A diferença não é o ritmo médio, é que o calendário passa a ser descontínuo, e descontinuidade cobra pedágio em etapas que dependem de continuidade.
Dois exemplos concretos. Concretagem de fundação e de laje quer sequência: começou, termina, e a cura corre sem interrupção. Alvenaria com argamassa polimérica quer que a fiada assentada hoje encontre a fiada de amanhã, não a de daqui a duas semanas, porque o canteiro entre as duas visitas acumula sujeira, umidade e desalinhamento.
A recomendação honesta pra quem vai por esse caminho é híbrida: contratar equipe pras etapas de sequência obrigatória (fundação, laje, cobertura) e executar por conta própria as etapas que aceitam pausa (alvenaria de vedação interna, parte do acabamento, pintura). O roteiro detalhado está em autoconstrução com tijolo ecológico.
E a advertência que fecha o assunto: prazo de autoconstrução não é o prazo da obra dividido pelos fins de semana. Uma térrea de 70 metros quadrados que uma equipe entrega em 90 dias corridos raramente sai em menos de 8 a 12 meses de fins de semana, e isso quando o dono não perde o fôlego no mês 4.
Os seis atrasos que eu mais vejo, e quanto cada um custa em dias
Pedir o tijolo tarde demais: de 30 a 45 dias. É o atraso número um e o mais evitável de todos, porque ele não depende de ninguém além da sua decisão de antecipar o pedido enquanto o projeto tramita.
Entrar em obra com projeto não modulado: de 5 a 15 dias. O tempo vai embora em corte de peça, ajuste de paginação e discussão no canteiro sobre onde encaixa a última fiada.
Pular a sondagem: de 10 a 30 dias. Descobrir no dia da escavação que o solo pede outra fundação significa parar, redimensionar, reorçar e às vezes reaprovar.
Abrir canteiro no começo da temporada de chuva: de 10 a 20 dias, principalmente em fundação e cobertura. Esse é o único atraso da lista que se resolve com escolha de mês.
Deixar a escolha de acabamento pro mês do acabamento: de 7 a 30 dias. A obra fica pronta esperando decisão de porcelanato, e a equipe não espera de graça.
Documentação bancária incompleta: de 15 a 60 dias. Falta de uma ART, um orçamento fora do formato pedido ou um cronograma mal montado reinicia a fila de análise em vez de continuar de onde parou.
Some os seis no pior cenário e você tem quase 7 meses de atraso acumulado, o que é maior que a obra inteira. Some no melhor cenário e ainda sobram uns 20 dias. Nenhum desses atrasos é sobre material ou sobre técnica construtiva: os seis são sobre sequência de decisão.
O resumo em sete linhas
De 4 a 10 meses do terreno à chave, sendo 60 a 90 dias de canteiro numa térrea de 45 a 75 metros quadrados e até 180 dias num sobrado de 160.
O pedido de tijolo leva de 30 a 45 dias entre pedido e entrega, porque a cura controlada de 28 dias vem antes do despacho, e a NBR 8491 exige 2,0 MPa de média aos 7 dias com mínimo individual de 1,7 MPa.
Financiamento adiciona de 30 a 90 dias de análise, e essa é a maior incerteza isolada do calendário.
A alvenaria anda de 1,5 a 2 vezes mais rápido que a convencional depois da primeira semana, e a instalação pelos furos verticais elimina a semana de rasgo e remendo.
O acabamento consome de 30 a 40 por cento do orçamento e é onde o cronograma morre, quase sempre por indecisão e não por execução.
Em Araruama a janela seca é de junho a setembro (46 a 76 mm por mês) e a janela ruim é de novembro a março (122 a 193 mm). Abrir canteiro em maio coloca fundação e cobertura na janela boa.
Pra transformar isso num calendário com as datas da sua obra, em vez de um modelo genérico, comece pela calculadora e depois converse com a equipe pela página de contato ou pelo telefone (22) 99245-5334. Quem já tem terreno na região encontra o atendimento local em tijolo ecológico em Araruama e nas demais áreas atendidas.
Perguntas frequentes
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