Muro de Tijolo Ecológico: Vantagens, Custo e Como Fazer
Como Construir11 Set 202615 min de leitura

Muro de Tijolo Ecológico: Vantagens, Custo e Como Fazer

No muro você paga acabamento nos dois lados. A conta fechada de um muro de 20 metros, a fundação por altura, o pilarete embutido e o limite de 2 metros.

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Atalho para quem já decidiu

Do orçamento à chave: as 6 fases da Rocket

O muro entra cedo na obra, junto da fundação e do fechamento do terreno, e quem deixa ele pro fim paga frete de tijolo duas vezes. Veja como a Rocket encadeia as 6 fases pra que muro, casa e acabamento saiam da mesma compra.

Muro de Tijolo Ecológico: Mais Barato, mais Rápido e Já Sai Aparente

Muro de Tijolo Ecológico: Mais Barato, mais Rápido e Já Sai Aparente

Quase todo mundo que constrói com tijolo ecológico chega nele pela casa. O muro fica pra depois, tratado como item menor do orçamento, e no fim acaba sendo feito do jeito de sempre: bloco de concreto, chapisco, reboco dos dois lados e pintura. É um erro de conta, e não é um erro pequeno.

O muro é a obra em que o tijolo ecológico tem a maior vantagem relativa de toda a construção, e o motivo é geométrico. Numa parede de casa, cada metro quadrado tem uma face virada pra fora e outra virada pra dentro. Num muro, os dois lados são fachada. Você paga chapisco, reboco e pintura duas vezes pelo mesmo metro quadrado de parede, e depois repinta os dois lados a cada poucos anos, pela vida inteira do muro. É o único elemento da obra em que o custo de acabamento dobra sem que a área de parede mude.

Este guia fecha a conta de um muro real de 20 metros, mostra a fundação que ele precisa por faixa de altura, explica por que o pilarete de amarração já vem embutido na peça, marca o limite de 2 metros onde a execução muda, separa muro de divisa de muro de arrimo (que é onde as obras caem de verdade) e diz o que fazer nas duas faces aparentes pra elas durarem no clima da Região dos Lagos.

Por Que o Muro é a Obra Onde o Tijolo Ecológico Mais Economiza

Comece pela verdade que a maioria dos fornecedores não conta: por metro quadrado de material, o tijolo ecológico é mais caro que o bloco de concreto de vedação. Não é um pouco mais caro, é bastante. O tijolo modular de 12,5 x 25 x 7 rende cerca de 57 peças por metro quadrado, contra 12,5 blocos de 9 x 19 x 39 no mesmo metro quadrado. São quase cinco vezes mais peças, e mesmo com peça pequena o total de material fica acima.

Se a conversa parasse aí, o bloco ganharia sempre. Ela não para aí porque o bloco de concreto nunca fica pronto quando acaba de subir. Ele precisa de chapisco, de reboco e de pintura pra virar muro, e num muro isso acontece dos dois lados. O tijolo ecológico aparente termina no dia em que a última fiada é assentada. A diferença de preço do material é paga de volta na etapa seguinte, com juros.

Isso muda o jeito certo de orçar. Ninguém deveria comparar preço de tijolo contra preço de bloco. A comparação honesta é custo total do muro pronto contra custo total do muro pronto, incluindo mão de obra de reboco, material de reboco, tinta, mão de obra de pintura e as repinturas dos próximos dez anos. Quando o orçamento é montado assim, o resultado vira outro. O cálculo de quantas peças entram em cada metro quadrado, com a fórmula completa, está em quantos tijolos ecológicos por metro quadrado.

A Conta Fechada de um Muro de 20 Metros por 2 Metros de Altura

Vamos fechar números em cima de um muro comum de lote urbano: 20 metros lineares por 2,00 metros de altura. Isso dá 40 metros quadrados de parede, e 80 metros quadrados de face exposta, porque as duas faces aparecem.

No caminho do tijolo ecológico, 40 metros quadrados a 57 peças por metro quadrado dão 2.280 peças. Somando de 5 a 10 por cento de margem pra quebra e cortes, você compra cerca de 2.440 peças, ou 2,5 milheiros. A Rocket trabalha com R$1,79 por peça, o que coloca o material de tijolo em torno de R$4.370. A faixa nacional do milheiro em 2026 vai de R$1.100 a R$1.950, e o que explica essa diferença de R$850 está detalhado em preço do tijolo ecológico por milheiro. Quem quer o material posto na obra fecha direto pela venda de tijolo ecológico, que sai da fábrica própria em Praia Seca.

No caminho do bloco de concreto, 40 metros quadrados a 12,5 blocos por metro quadrado dão 500 blocos. O bloco de vedação 9 x 19 x 39 circula entre R$2,40 e R$3,50 a unidade, o que coloca o material entre R$1.200 e R$1.750. Some a argamassa de assentamento, que aqui é cordão grosso em toda fiada e não uma cola de poucos milímetros, e o bloco chega na obra em torno de R$1.500 a R$2.200. Até aqui o bloco está ganhando por cerca de R$2.200.

Agora entra o acabamento, e ele só existe de um lado da comparação. Em 2026 a mão de obra de reboco roda entre R$35 e R$60 por metro quadrado, e a de pintura entre R$12 e R$35 por metro quadrado. Somando material de chapisco, reboco e tinta, o pacote de acabamento externo fica na faixa de R$70 a R$130 por metro quadrado. Nos 80 metros quadrados das duas faces, isso é de R$5.600 a R$10.400.

O muro de tijolo ecológico aparente não paga essa linha. Ele paga uma linha muito menor, que é o hidrofugante das duas faces. Um silano-siloxano de boa qualidade declara rendimento de 60 a 70 metros quadrados por balde de 18 litros por demão, o que dá algo entre 0,26 e 0,30 litro por metro quadrado. Duas demãos em 80 metros quadrados consomem de 42 a 48 litros, ou aproximadamente 2,5 baldes de 18 litros, aplicados com rolo ou pulverizador em uma tarde. Pegue o preço do balde na sua região e feche a conta: ela não chega perto dos R$5.600 do piso do reboco mais pintura.

O saldo final desse muro específico: o tijolo ecológico custa cerca de R$2.200 a mais de material e deixa de gastar de R$5.600 a R$10.400 de acabamento. A economia líquida fica entre R$3.400 e R$8.200 num muro de 20 metros, antes de contar qualquer repintura futura. São estimativas com a conta aberta, e a sua vai variar com frete, mão de obra local e altura real. Se quiser a sua versão com números, peça um orçamento com a metragem do seu terreno.

A Economia que Não Aparece no Orçamento: a Repintura

Todo orçamento de muro compara o dia da entrega. O dono do muro convive com ele por décadas, e é aí que a diferença deixa de ser de milhares e vira de dezenas de milhares.

Muro rebocado e pintado em ambiente externo, exposto a sol direto, chuva e respingo de solo dos dois lados, pede repintura a cada 3 a 5 anos pra continuar apresentável, e antes disso começa a mostrar manchas de escorrimento e descascamento nas faixas mais castigadas. Cada ciclo de repintura de 80 metros quadrados de face custa mão de obra de pintura mais tinta, mais lavagem e reparo dos pontos que soltaram. Em dez anos são dois a três ciclos.

O muro aparente hidrofugado não tem filme pra descascar. O silano-siloxano não forma película, ele penetra e muda a molhabilidade do poro, então o desgaste dele é perda gradual de repelência, não bolha e casca. A reaplicação típica é feita a cada 5 anos, e é o mesmo serviço de uma tarde com rolo, sem lixamento, sem raspagem e sem massa corrida. O raciocínio completo de quando o acabamento vale a pena e quando ele é dinheiro jogado fora está em tijolo ecológico precisa de reboco.

Vale dizer o que é honesto aqui: aparente não é sinônimo de imortal. É um acabamento de manutenção barata e previsível, não de manutenção zero.

A Fundação é Onde o Muro Cai Antes de Qualquer Outra Coisa

Muro caído quase nunca cai por causa do tijolo. Cai por fundação rasa, por solo mole que ninguém removeu ou por vala aberta pela concessionária ao lado dele. A Associação Brasileira de Cimento Portland publica uma tabela simples de profundidade de vala por altura de muro, e ela é o melhor ponto de partida que existe pra quem vai executar.

A vala deve ter a largura do muro mais 10 centímetros, sendo 5 centímetros pra cada lado. A profundidade segue a altura: muro de até 1,00 metro pede vala de 20 centímetros; até 1,50 metro, 30 centímetros; até 2,00 metros, 40 centímetros; até 2,50 metros, 50 centímetros. Se aparecer solo mole ou entulho, ele precisa ser removido numa profundidade mínima de 1 metro, independentemente da tabela, porque a tabela pressupõe solo firme.

O fundo da vala é compactado com soquete. Sobre ele vai uma camada de lastro de 5 centímetros de concreto magro, e só depois o concreto do baldrame. Para profundidades acima de 30 centímetros, o concreto deve ser lançado em duas camadas, e acima do concreto magro devem ser dispostas três barras de ferro de 6,3 milímetros. São detalhes de meia hora que decidem se o muro vive 5 ou 40 anos.

Um cuidado de locação que quase ninguém lembra e que a ABCP coloca em primeiro lugar: antes de abrir a vala, pergunte na prefeitura se existe alinhamento definido pra sua testeira e se há obra prevista na rua, como pavimentação ou saneamento. Mudança de nível da rua e abertura de vala rente ao muro são a causa mais comum de trinca em muro novo. As opções de fundação e quando cada uma se aplica estão comparadas em fundação para tijolo ecológico: radier, baldrame ou sapata.

O Pilarete de Amarração Já Vem Embutido na Peça

Muro de alvenaria não se sustenta sozinho na horizontal. Ele precisa de pilaretes de concreto armado em intervalos regulares, senão qualquer empurrão de vento ou recalque do terreno derruba o pano inteiro. No método tradicional com bloco de concreto, a ABCP recomenda dividir a extensão do muro em trechos de no máximo 2,80 metros, deixando entre cada trecho um vão de 20 centímetros pra concretagem do pilarete.

A armadura desse pilarete é composta por quatro barras de 8 milímetros com estribos de 6,3 milímetros espaçados a cada 40 centímetros, com cobrimento mínimo de 2 centímetros de concreto. As barras precisam ser posicionadas ainda na concretagem da vala de fundação, e o vão de 20 centímetros precisa ser fechado dos dois lados com tábuas amarradas por arame recozido, que funcionam como fôrma. As tábuas só saem 24 horas depois.

É trabalhoso, e é aqui que o tijolo ecológico muda a obra. A peça modular tem dois furos verticais que atravessam a altura do tijolo. Quando as fiadas são assentadas com os furos alinhados, esses furos formam dutos verticais contínuos dentro da própria parede. O pilarete deixa de ser um vão vazio com fôrma de madeira: você desce o vergalhão pelo duto, preenche com graute e pronto. Não existe vão de 20 centímetros, não existe tábua, não existe desforma, não existe pilarete aparecendo com textura diferente do resto do muro.

Na prática, isso significa que o muro sobe em pano contínuo e a amarração acontece dentro dele. A geometria interna da peça, onde está o cheio e onde está o vazio, é a mesma que decide onde uma bucha segura ou gira em falso, e está detalhada em como fixar armários na parede de tijolo ecológico. O ponto vale pra quem vai contratar: peça o espaçamento de grauteamento no orçamento, escrito, porque é o item que o executante despreparado corta sem avisar.

Para referência de volume, no método com bloco a ABCP indica que um saco de cimento de 50 quilos no traço de pilarete e cinta rende cerca de 0,15 metro cúbico, o que atende aproximadamente 12 metros de muro de 1,50 metro de altura. Serve pra você conferir se a quantidade de cimento no orçamento do pedreiro faz sentido.

Acima de 2 Metros o Muro Vira Outra Obra

Existe um degrau claro de execução na marca de 2 metros, e ele não é opinião. Muros com mais de 2 metros de altura devem ser elevados em duas etapas, com os pilaretes concretados também em duas etapas, e a meia altura precisa receber uma cinta de concreto armado com barras de 8 milímetros. O restante da altura do muro se apoia nessa cinta. Ignorar isso é o caminho mais curto pra um muro que racha na horizontal no meio do pano.

O motivo por trás da regra é o vento, e a norma brasileira trata muro isolado como um caso próprio. A NBR 6123 tem um capítulo de coeficientes de força para elementos isolados, com uma tabela específica de coeficientes de força para muros e placas retangulares, onde a força é calculada como F igual a Cf vezes q vezes A. O comportamento aerodinâmico depende da relação entre o comprimento e a altura do muro: a norma considera escoamento bidimensional quando essa relação passa de 60 na ausência de placas paralelas nas extremidades, ou a partir de 10 quando existem essas placas.

Traduzindo pra obra: muro é a pior geometria possível pra vento. Ele não tem laje, não tem parede perpendicular travando, não tem telhado amarrando o topo. É uma placa vertical solta recebendo pressão de um lado e sucção do outro, e a única coisa que impede ela de tombar é a fundação e os pilaretes. Por isso um muro de 2,50 metros não é um muro de 2,00 metros com uma fiada a mais, é outro cálculo.

A recomendação honesta: até 2,00 metros, com fundação e pilaretes na régua acima, é obra de pedreiro experiente. Acima disso, ou em terreno aberto de frente pro mar, vale um projeto assinado. A Rocket resolve isso dentro de engenharia, e o comportamento do material sob vento forte e maresia está tratado em tijolo ecológico em vento forte e maresia.

Muro de Divisa Não é Muro de Arrimo, e Confundir os Dois Derruba a Obra

Esta é a parte do guia que mais evita prejuízo, então ela vem sem rodeio. Muros divisórios não devem receber cargas horizontais. Se houver terra encostada de um lado, mesmo que seja pouca terra, o elemento deixa de ser muro de divisa e passa a ser muro de arrimo, que precisa ser dimensionado por profissional habilitado pra não vir a cair. A recomendação é literal da ABCP e vale pra qualquer material, tijolo ecológico incluído.

O detalhe cruel é que o muro de arrimo mal feito não cai no dia da obra. Ele cai na terceira chuva forte, quando o solo atrás dele satura, o empuxo dobra e a água sem saída empurra a parede inteira. Nessa hora não importa se o tijolo tinha 8 ou 12 MPa de resistência à compressão, porque o esforço não é compressão, é flexão na base.

Se o seu terreno tem desnível entre lotes, o caminho certo é separar as duas funções. Você executa um elemento de contenção dimensionado, com armadura calculada, drenagem atrás e barbacãs pra aliviar a pressão de água, e só depois, em cima dele, sobe o muro de vedação em tijolo ecológico aparente. Fica mais bonito e fica em pé. O que não dá pra fazer é pedir pro muro de divisa segurar o terreno do vizinho.

Vale o mesmo raciocínio pra piscina, para canteiro elevado encostado no muro e para aterro feito depois da obra pronta. Muito muro que estava perfeito começou a trincar no mês em que alguém decidiu aterrar o quintal.

O Que a Lei Diz Sobre o Muro na Divisa com o Vizinho

Antes de comprar tijolo, vale saber de quem é o muro. O Código Civil, no artigo 1.297, garante ao proprietário o direito de cercar, murar, valar ou tapar de qualquer modo o seu imóvel, urbano ou rural, e permite constranger o confinante a proceder com ele à demarcação entre os dois imóveis, repartindo-se proporcionalmente as despesas.

O parágrafo 1º do mesmo artigo é o que resolve a conversa com o vizinho: os muros, cercas e tapumes divisórios presumem-se, até prova em contrário, pertencentes a ambos os proprietários confinantes, e os dois são obrigados, de conformidade com os costumes da localidade, a concorrer em partes iguais para as despesas de construção e conservação. Ou seja, o muro de divisa comum é despesa meio a meio por presunção legal, não por gentileza.

Na prática isso é uma alavanca de orçamento que quase ninguém usa. Antes de fechar o muro, converse com os confinantes e feche a compra do material junto. Milheiro comprado em volume maior sai melhor por peça, o frete se dilui entre dois ou três vizinhos e a equipe faz os dois lados na mesma passada. É a diferença entre pagar 100 por cento de um muro e 50 por cento de dois.

Duas ressalvas honestas. Altura máxima, recuo e alinhamento de muro não são matéria de lei federal, são do código de obras do seu município e, quando existe, da convenção do condomínio ou loteamento. Consulte antes, porque muro fora do alinhamento é demolição. E a presunção de despesa dividida vale pro tapume comum: se você quiser um muro mais alto, mais caro ou com acabamento especial do que o costume local, a diferença é sua.

As Duas Faces Aparentes Precisam de Uma Etapa, Não de Nenhuma

Aparente não quer dizer cru. O tijolo de solo-cimento é um material poroso por natureza, e a NBR 8491 trabalha com absorção de água de no máximo 20 por cento na média dos corpos de prova, ao lado dos requisitos de resistência à compressão de 2,0 MPa na média e 1,7 MPa no valor individual. Poro aberto significa que água entra, e num muro ela entra pelos dois lados.

A etapa que resolve isso é o hidrofugante de base silano-siloxano aplicado nas duas faces. Ele não forma película e não muda a cor da peça de forma perceptível, ele penetra alguns milímetros e transforma a parede numa superfície que repele a gota em vez de absorvê-la. O consumo de referência é de 0,26 a 0,30 litro por metro quadrado por demão, e o padrão é duas demãos molhado sobre molhado, com a parede seca e limpa.

Duas condições decidem o resultado, e nenhuma delas custa dinheiro. A primeira é aplicar com a parede seca, o que na prática significa esperar de 5 a 7 dias depois do assentamento e não aplicar em dia de chuva nem no sol das duas da tarde. A segunda é limpar a superfície antes, tirando respingo de graute, poeira de corte e eflorescência, porque o produto sela o que estiver lá embaixo. O protocolo completo de proteção contra água em parede de tijolo ecológico está em como impermeabilizar casa de tijolo ecológico.

Se o seu gosto pede muro colorido, ele pode ser pintado normalmente, e aí você abre mão da economia principal deste guia por uma escolha estética, o que é legítimo. O que não é legítimo é o executante vender muro aparente e pular o hidrofugante pra economizar 2,5 baldes de material.

Os Primeiros 40 Centímetros São os Que Estragam Primeiro

Se você for olhar muros antigos na rua, vai reparar que o dano quase nunca começa no topo. Começa numa faixa de 30 a 50 centímetros a partir do chão, dos dois lados, e o motivo é o respingo. A gota de chuva bate no piso ou na terra, volta pra parede carregando solo, e essa faixa fica molhada por muito mais tempo que o resto do muro depois de cada chuva.

Três providências baratas resolvem quase tudo. A primeira é impermeabilizar o topo do baldrame antes da primeira fiada, com uma barreira que impeça a umidade do solo de subir por capilaridade pela parede. A segunda é elevar a primeira fiada acima do nível do terreno, com um embasamento em concreto ou uma fiada sacrificial que aceite molhar sem estragar. A terceira é fazer uma calçada estreita ou uma faixa de brita rente ao muro, dos dois lados quando der, pra quebrar o respingo na origem.

Some a isso um risco mecânico que ninguém escreve: aparador de grama. O fio de nylon girando encostado no rodapé do muro tira o hidrofugante e depois come a superfície da peça, centímetro por centímetro, uma vez por mês. A faixa de brita ou a calçadinha resolve isso junto com o respingo, porque tira a grama de perto do muro.

Muro no Litoral: Maresia, Sol nas Duas Faces e Vento sem Anteparo

Na Região dos Lagos o muro trabalha mais duro que em qualquer outro lugar da obra. Ele está fora da sombra do telhado, pega sol direto em pelo menos uma das faces o dia inteiro e recebe aerossol salino carregado pelo vento sem nada na frente pra barrar. O muro de frente pro mar é o elemento mais exposto de toda a construção.

O que muda na especificação, na prática: o hidrofugante deixa de ser opcional e passa a ser parte do projeto, com reaplicação em ciclo mais curto do que o de casa no interior; a armadura dos pilaretes merece atenção redobrada no cobrimento de concreto, porque cobrimento fino mais cloreto no ar é a receita de armadura corroída; e a altura precisa ser pensada junto com a exposição ao vento, já que um muro alto de frente pra praia recebe pressão de vento sem nenhum anteparo natural.

A contrapartida boa é que o tijolo de solo-cimento não tem o problema clássico da região, que é ferro aparente e telha metálica enferrujando. A peça não corrói. O ponto de atenção é a água e a armadura interna, não o material em si. Quem está construindo em Araruama, Cabo Frio, Búzios, Saquarema ou Arraial do Cabo já compra o tijolo com frete curto, porque a fábrica fica em Praia Seca, e frete curto é um dos poucos itens do orçamento que some por completo quando a fábrica é perto.

Como Calcular o Seu Muro em Cinco Minutos

A conta é direta e qualquer pessoa faz com trena e calculadora. Primeiro, meça o comprimento total do muro somando todos os trechos, inclusive os laterais e o fundo se for o caso. Segundo, defina a altura acabada, lembrando que ela precisa respeitar o código de obras do município. Multiplique comprimento por altura e você tem a área de parede em metros quadrados.

Terceiro, desconte os vãos. Portão de garagem de 3 metros por 2,20 metros tira 6,6 metros quadrados, e portão social tira mais 2 metros quadrados. Num muro de frente esse desconto é grande e muita gente esquece dele, comprando tijolo a mais. Quarto, multiplique a área líquida por 57 se for o modular de 12,5 x 25 x 7, ou por 48 se for a peça de 30 x 15 x 7. Quinto, acrescente de 5 a 10 por cento de margem pra quebra de transporte e cortes.

Um exemplo pra conferir o método: terreno de 12 metros de frente por 30 de fundo, murado nos três lados que faltam, dá 72 metros lineares. A 2,00 metros de altura são 144 metros quadrados, menos 8,6 metros quadrados de portões, o que deixa 135,4 metros quadrados líquidos. Multiplicando por 57 dão 7.718 peças, e com 7 por cento de margem você compra cerca de 8.260 peças, ou pouco mais de 8 milheiros. A calculadora do site faz essa conta junto com a da casa, e as dimensões e tolerâncias da peça estão em especificações técnicas.

O Cronograma Real de um Muro de 20 Metros

O prazo é o segundo argumento do título, e ele também tem número. Um muro de 20 metros por 2,00 metros de altura, com equipe de dois, roda mais ou menos assim: um dia de locação, abertura e compactação da vala; um dia de lastro, armadura de espera e concretagem do baldrame; três dias de cura antes de subir alvenaria; dois a três dias de assentamento das fiadas com os pilaretes sendo grauteados junto; um dia de cinta de respaldo e arremates. Depois, de 5 a 7 dias de espera pra parede secar, e meio dia de hidrofugante nas duas faces.

Dá cerca de uma semana e meia de serviço efetivo, com as esperas de cura no meio. E acabou: o muro está pronto, aparente e entregue. Um cuidado de execução que a ABCP recomenda e que quase todo mundo pula: molhe o muro durante os primeiros 7 dias em períodos de muito calor, porque cura mal feita em dia quente é a origem de boa parte das fissuras que aparecem depois.

No caminho do bloco, a partir do mesmo ponto, entram chapisco nos dois lados, cura do chapisco, reboco nos dois lados, cura do reboco antes de pintar, selador e duas demãos de tinta em cada face. É de duas a três semanas a mais de obra, de gente circulando no terreno e de dependência de tempo bom, porque nem chapisco nem pintura aceitam chuva.

Essa diferença de calendário importa mais do que parece quando o muro é a primeira etapa da obra, porque ele é o que permite fechar o terreno e guardar material com segurança. Quem faz muro primeiro tem canteiro. Quem deixa pro fim guarda material na casa do vizinho. A ordem certa das etapas é o que a construção pela Rocket organiza de ponta a ponta.

Quando o Muro de Tijolo Ecológico Não é a Melhor Escolha

Um guia que só elogia o próprio material não serve pra decidir nada, então vão os casos em que a resposta é não.

Se o muro tem função de contenção de terra, a resposta é não como muro de tijolo simples. Contenção é projeto estrutural dimensionado com drenagem, e o tijolo ecológico entra depois, como fechamento em cima da contenção, não como a contenção.

Se o muro vai passar de 2,50 metros ou fica num trecho de vento excepcional sem nenhum anteparo, a resposta é não sem projeto assinado. Dá pra fazer, e fica bom, mas com dimensionamento e não com regra de bolso.

Se você já tem um muro de bloco em pé, íntegro e rebocado, a resposta é não vale trocar. Pintar o que existe custa uma fração do que custa demolir e refazer, e demolição gera entulho e caçamba, que é dinheiro que não vira parede.

E se a sua referência estética é muro liso branco, chapado, sem textura, a resposta honesta é que o tijolo aparente não entrega isso. Ele entrega textura de tijolo. Dá pra pintar por cima, mas aí a economia central deste guia desaparece e a comparação volta a ser só de material, onde o bloco leva vantagem.

O Resumo em Seis Linhas

O muro é onde o tijolo ecológico mais economiza, porque é o único elemento em que as duas faces são acabamento final e o custo de reboco e pintura dobra sobre a mesma área de parede.

Por material puro o tijolo é mais caro que o bloco, cerca de R$2.200 a mais num muro de 20 por 2 metros. Por muro pronto ele fica de R$3.400 a R$8.200 mais barato, e a distância aumenta a cada repintura que não acontece.

A fundação segue a altura: 20, 30, 40 ou 50 centímetros de vala pra muros de até 1,00, 1,50, 2,00 e 2,50 metros, com vala 10 centímetros mais larga que o muro, lastro de concreto magro de 5 centímetros e três barras de 6,3 milímetros.

O pilarete não precisa de fôrma nem de vão: os furos verticais alinhados viram o duto, e o vergalhão com graute faz a amarração dentro do próprio pano. Acima de 2 metros, cinta armada a meia altura e execução em duas etapas.

Muro de divisa não segura terra. Terra encostada transforma o muro em arrimo e arrimo é projeto, não regra de bolso. E o muro comum de divisa é despesa meio a meio por presunção do Código Civil, o que corta o seu custo pela metade se você conversar com o vizinho antes de comprar.

As duas faces aparentes pedem uma etapa só, o hidrofugante silano-siloxano, com 0,26 a 0,30 litro por metro quadrado por demão em duas demãos. Pra fechar metragem, material e prazo do seu muro, fale com a Rocket no (22) 99245-5334 ou peça o orçamento pelo site.

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